Um produto ideológico faz parte de uma realidade (natural ou social ) como todo o corpo físico, instrumento de produção ou produto de consumo; mas, ao contrário destes, ele também reflete e retrata uma realidade, que lhe é exterior. Tudo o que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo. Em outros termos, tudo o que é ideológico é um signo. Sem signos não existe ideologia
(Mikhail Bakhtin, Marxismo e Filosofia de Linguagem)
Alguns comentários sobre o meio e a mensagem na internet.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O ÓPIO como Política de Estado no Ocidente - Tio Sam quer a Ásia Tomando nos Canos


Os EUA e o ópio do Afganistão

30/01/2014 - Sobre as drogas dos “Pacificadores”

- Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu para a Redecastorphoto




Militar dos EUA-OTAN patrulha uma plantação de papoula (ópio) no Afeganistão


Pelo 3º ano consecutivo, o Afeganistão ocupado pela OTAN cultivou número recorde de papoulas do tipo que produz ópio.

Segundo relatório do Gabinete da ONU para Drogas e Crimes [orig. United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC)], em 2013 as culturas de papoula de ópio no Afeganistão ocuparam a maior superfície de terra, ultrapassando todos os registros anteriores.

Apesar das condições climatológicas desfavoráveis, sobretudo em áreas no oeste e no sul do país, as plantações para produção de ópio ocupavam um total de mais de 209 mil hectares, 36% a mais que no ano anterior.

Taxa de crescimento das plantações de papoula-ópio:

Tabela 1. Em duas décadas, segundo o relatório.



Tabela 2. Comparação (em %), de 2012 e 2013.



Oficialmente, o cultivo da papoula-ópio – principal componente para a produção de heroína – é proibido por lei no Afeganistão, embora o número de províncias nas quais a planta está sendo cultivada não pare de crescer.

A produção de ópio alcançou a marca de 5.500 toneladas, mostrando crescimento de 49% em comparação com 2012.
A propaganda ocidental culpa os Talibã pela produção de ópio, ou representantes do regime, que estariam imersos no tráfico de drogas. Mas essas alegações não se confirmam, se se observa o que está realmente acontecendo.

O comando da OTAN diz que os Talibã

"(...) opunham-se inicialmente às drogas, mas agora ou cultivam eles próprios, ou criam “impostos” sobre as colheitas das fazendas produtoras."


Mas os comandantes dos Talibã têm repetido, com insistência, que os mujahideen afegãos estão em luta de jihad contra as forças de ocupação; e que o Islã proíbe estritamente tanto o consumo de álcool quanto de drogas.

E deve-se dizer que, sim, os islamistas fanáticos seguem essa regra ao pé da letra.

Quanto aos fantoches do ocidente, como Hamid Karzai [foto] e os que o cercam, aí, sim, há provas mais do que suficientes de envolvimento deles na produção e no comércio de drogas.


Em outubro de 2013, eclodiu um escândalo em Kabul quando, durante inspeções no Afeganistão, descobriu-se que 65 altos funcionários da inteligência afegã eram dependentes de heroína.

Alguns anos antes, se soubera que a CIA financiava Ahmed Wali Karzai, irmão mais moço do presidente Hamid Karzai [foto acima], o qual era conhecido, já há mais de oito anos, como um dos principais traficantes de ópio na região.


Nikolai  Malishevski
Pesquisadores norte-americanos insistem que o tráfico de ópio nos EUA está sendo controlado por redes e cartéis que foram descobertos durante o caso “Irã-Contras” e que não suspenderam suas atividades desde os anos 1980s:

"O pilar do regime de Karzai é o apoio que recebe do tráfico de drogas, e, para nós, esse pilar é intocável.

Os EUA converteu o Afeganistão no maior fornecedor mundial de heroína.

E isso aconteceu sob o comando da CIA – observam aqueles pesquisadores."



Segundo informação recolhida de vários jornais de grande circulação (The Daily Mail, The New York Times, Pakistan Dail etc.), os principais fornecedores de heroína para o mercado global seriam:

- Izzatullah Wasifi, governador da província Farah; presidente da Administração Geral Afegã Independente contra a Corrupção, cujas atribuições incluem o combate ao cultivo de papoulas e à produção de ópio, e amigo de infância de Hamid Karzai; e que foi preso por autoridades dos EUA, em julho de 1987, por tráfico de heroína de alto grau (!);

- Jamil Karzai, presidente do Partido Nacional da Juventude Solidária do Afeganistão [orig. National Youth Solidarity Party of Afghanistan], membro do Conselho Nacional Afegão de Segurança e sobrinho de Hamid Karzai, que manteria relações de negócios com Haji Mohammad Osman, proprietário de um laboratório de produção de drogas no distrito de Achin, na província de Nangarhar (na pequena região do Damgal);

- Abdul Qayum Karzai, membro da Câmara Baixa da Assembléia Nacional Afegã, ex-empregado da Unocal, empresa norte-americana, e irmão de Hamid Karzai, e que seria o grande barão da droga em Kandahar;

- Shah Wali Karzai, irmão de Hamid Karzai, proprietários de campos de plantação de papoulas nas províncias de Kandahar, Nangarhar, Urozgan, Zabul, Paktia, Paktika e Helmand; e dúzias de autoridades do Executivo e do Judiciário afegãos, além de funcionários do Ministério de Relações Interiores do Afeganistão.



Família Karzai em foto sem data

Em pé: Shah Wali Karzai, Ahmed Wali Karzai, Hamid Karzai, atual presidente, e Abdul Wali Karzai. Sentados: Abdul Ahmad Karzai, Qayum Karzai; Abdul Ahad Karzai, o patriarca, e Mahmoud Karzai.
Se se acredita na imprensa-empresa ocidental, os responsáveis pelos crimes de produção e tráfico são fantoches do ocidente, como a família Karzai [foto acima] e seu círculo, aos quais a mesma imprensa-empresa ocidental culpa pelo rápido crescimento do número de dependentes de heroína em todo o mundo.

Áreas de cultivo de papoula (ópio/heroína) no Afeganistão em 2012

Mas a verdade é que só 20% das papoulas-ópio são cultivadas nos distritos do norte e do centro do Afeganistão, que são as regiões controladas pelo governo Karzai.
Todo o resto da produção desse veneno tão lucrativo vem das províncias do sul, da fronteira com o Paquistão – áreas controladas pelas forças da OTAN.

O principal centro de produção de drogas é a província de Helmand, que está sob comando de forças do exército britânico.


[foto: Karzai e Obama].
Em vez de ajudar os agricultores afegãos mudar seus cultivos para produtos alternativos, os “pacificadores” limitam-se exclusivamente a discutir por que a produção só aumenta; e, segundo provas recolhidas de fontes locais e internacionais, os “pacificadores” também participam ativamente do “negócio” 


Militares da OTAN e plantadores de papoula (ópio) no Afeganistão

Alguns analistas estão atribuindo essa “participação” ao fato de que os EUA tentam por todos os meios evitar um conflito potencial contra os barões da droga, cujo apoio político é importante para a existência do governo Karzai.

Mas o que se vê, de fato, é que os EUA estão ignorando deliberadamente o elo que há entre o tráfico de drogas, a crescente instabilidade no Afeganistão e o crescimento de atividade terrorista na região.

Dito de forma simples: se os EUA estão garantindo aos barões da droga toda a liberdade de que precisam para manter o “negócio” (em troca de apoio político ao governo de Karzai), os EUA estão, de fato, trabalhando contra os próprios objetivos pelos quais invadiram o Afeganistão: garantir paz e segurança ao país.



Especialistas ocidentais como Thomas Ruttig [foto], co-diretor do centro de pesquisa independente Afghanistan Analysts Network, observa que:

"(...) com a próxima retirada das forças da OTAN do Afeganistão, diminuiu muito a pressão, pelas autoridades, contra os plantadores de papoula-ópio.

O relatório divulgado pela ONU diz, dentre outras coisas, que em 2013 as autoridades destruíram 24% de pés de papoula-ópio a menos, que antes."

Resultado: o Afeganistão está-se afirmando, consistentemente, como o maior fabricante de ópio do mundo, produzindo mais de 90% de tudo que o mundo produziu em 2013.

Há três anos, os mesmos analistas da ONU observaram que as papoulas estavam sendo cultivadas em apenas 14, das 34 regiões do país; no início de 2014, esse número já subiu para 20.

Enormes plantações reapareceram em províncias do norte do Afeganistão, como Balkh e Faryab, nas quais a papoula-ópio havia sido declarada erradicada.

Essas províncias afegãs são vizinhas de dois países da Commonwealth of Independent States (CIS, organização que reúne 11 repúblicas ex-soviéticas, inclusive a Rússia) – o Uzbequistão e o Turcomenistão.

Simultaneamente, se observa que está em andamento um processo para militarizar os grupos internacionais de drogas concentrados na região.


Viktor Ivanov [foto], chefe do Serviço Federal de Controle das Drogas da Federação Russa [orig. Federal Drug Control Service of the Russian Federation (FSKN)], diz:

"Já se vê que estão surgindo grupos armados que, vários deles, são ramificações dos cartéis de drogas no norte do Afeganistão. Esses grupos têm suas próprias unidades de combate (...)

No Afeganistão, já está em andamento a rápida militarização de grupos ligados ao tráfico. De modo geral, são bem armados.

Têm armas leves, armamento portátil, granadas e lança-granadas, e usam regularmente essas armas. O orçamento de grupos ligados aos tráfico como esses é de cerca de 18 bilhões de dólares norte-americanos.

É dinheiro que obtêm da produção da droga, e motivo pelo qual esses grupos converteram-se em fator importante em tudo que tenha a ver com a situação política, econômica e criminal dentro dos estados da Ásia Central."

Já há muitos anos, os EUA vêm usando o tráfico de drogas para manter sua Guerra Fria contra os estados pós-soviéticos, porque consideram que a droga seria elemento eficiente para minar o potencial humano dos exércitos adversários naquelas áreas.

Às vésperas de se retirarem do Afeganistão, as forças de ocupação da OTAN tratam de reforçar a produção de papoulas-ópio, por todos os meios possíveis.



Assim, contam com empurrar o conflito para confrontos cada vez mais violentos, usando grupos armados das máfias da droga, que se concentram ao longo da fronteira sul da ex-URSS.


Por isso, lá circulam hoje tantas armas e tantos grupos armados mantidos pelo tráfico, mas que se ocultam por trás de “bandeiras” islamistas e de slogans “jihadistas”.

FUKUSHIMA - A Yakuza no Poder




DOMINGO, 9 DE FEVEREIRO DE 2014




Salvador López Arnal

Tradução: Renzo Bassanetti

Os cidadãos/ãs e coletivos de boa vontade e limpos de coração, ainda partidários da indústria nuclear e da energia atômica, não por pueril cientificismo, tecnofilia desinformada ou por interesses ocultos, mas sim por crença (inadequada) de que não há outra solução, por pensar que é a única fonte de energia viável a curto e médio prazo, e que a questão dos resíduos radioativos poderá ser solucionada em breve, e que a segurança do atômico ganhará e está ganhando muitos rounds depois dos últimos desastres, deveriam prestar atençao numa face pouco comentada que rodeia um de nossos maiores desastres industriais. É a seguinte:

Estando próximos a se completarem três anos da hecatombe nuclear mais importante da história da humanidade, novas arestas (anti-operárias, desumanas, selvagens, criminais, ímpias, mafiosas,...) de uma tragédia incomensurável vão saindo à luz. Situo-me no recente artigo de David Jimenez e Makiko Segawa [1], e lembro o quadro da situação: a corporação TEPCO e o governo japonês estão conduzindo a maior operação de limpeza radioativa jamais empreendida na história da Humanidade, realizando tarefas nunca efetuadas até o momento. Tentam descontaminar uma área equivalente à duas vezes a superfície da cidade de Madri. "Parques, fachadas, moradias, plantas, veículos abandonados e cada centímetro de terra estão sendo desinfetados com o objetivo de tornar habitáveis as cidades das quais foram evacuadas cerca de 150 mil pessoas". Por sua vez, centenas de trabalhadores continuam lutando para deter as fugas radioativas da central, que não deixou de verter água radioativa no Pacífico. Fukushima deixou de ocupar manchetes, mas continua descontrolada.

Sem renda e dormindo na rua, Tsuyoshi Kaneko, 55 anos, um trabalhador desempregado e empobrecido, recebeu em 2012 a primeira oferta de trabalho em muito tempo: 80 euros diários por uma vaga na limpeza na zona altamente radioativa da Zona de Exclusão Nuclear. Começou a trabalhar, sem máscara nem traje de proteção, "nos labores de descontaminação da hoje deserta cidade de Narra". Tempos depois foi destinado a um posto de controle encarregado de medir os níveis de radiatividade dos veículos que entram e saem da central atômica acidentada (recorde-se o caso de Shizuya Nishiyama, um indigente de 57 anos. Depois de uma longa vida trabalhando como peão de obra, as empresas construtoras deixaram de contratá-lo. Viajou de Hokkaido com a esperança de ser contratado nos trabalhos de reconstrução. Depois de um breve contrato temporário, voltou a ficar nas ruas e terminou dormindo entre pedaços de papelão na estação de Sendai. Mais tarde, passou de recrutado a recrutador, utilizando seus contatos entre os vagabundos da estação para captar mão de obra. Enviou alguns de seus amigos para trabalhos que poderiam ser perigosos. "Levam parte do seu salário, e a situação ali é difícil", mas acrescenta: "é melhor ser um trabalhador nuclear do que dormir rua em pleno inverno e sem comida"[2].

E, com Kaneko aconteceu o que tinha que acontecer, a crônica de um desastre anunciado: começou a ficar com a visão turva, e a perdê-la. Já não pode trabalhar e foi despejado. "Os médicos não encontram a causa de meus problemas, mas eu sei que é a radioatividade". Ele não é o único que teve problemas de saúde. "Muitos de nós que estávamos lá padecem das consequências", assegura Kaneko.

Aqueles "heróis", aqueles voluntários de Fukushima que receberam o Prêmio Príncipe de Astúrias de la Concordia por seu "valoroso e exemplar comportamento" já foram substituídos: o capitalismo nipônico entrou no comando e usou seu exército industrial de reserva: ele os substituiu por "mendigos, desempregados sem recursos, aposentados em dificuldades, pessoas endividadas ou jovens sem formação". Esses últimos trabalham em algumas ocasiões pelo equivalente a 5 euros a hora (menos que o salário mínimo da Prefeitura de Fukuhima). Pelos demais, aquela voluntariedade em sua face menos heróica. O Prêmio Príncipe de Asturias de la Concordia de 2011 foi um dos mais anônimos. Embora o Japão tenha mandado uma representação para recebê-lo, a maioria dos trabalhadores que salvaram Fukushima de um desatre maior não viajou à Espanha, não queriam revelar seus nomes. O juri do Prêmio os descreveu como representantes "dos valores mais elevados da condição humana, ao tratar de evitar, com seu sacrifício, que o desatre nuclar provocado pelo tsunami multiplicasse seus efeitos devastadores, esquecendo as graves consequências que essa decisão teria sobre suas vidas". Retórica perigosa e ocultista. Alguns deles chegariam a se declararem "pilotos kamikazes", dispostos a morrer para salvar a pátria do perigo. Um momento crítico da situação: quando Yoshida, o diretor da central nuclear, já falecido, rompeu a cultura corporativa de obedecer e calar e desobedecu seus superiores, que de Tóquio lhe pediram que deixasse de esfriar os reatores com água do mar, por que temiam que isso produzisse mais perdas econômicas. Mais perdas nesses momentos! Sua decisão de ignorá-los foi crucial para evitar uma fuga radioativa que teria colocado em risco centenas de cidades, de Fukushima até a Capital.



Há mais aspectos, todos horríveis, certamente: a obrigação de se desfazer de quem já recebeu o limite permitido de radioativada obriga a renovar a equipes. Constantemente e sem fim. As empresas de recrutamento contratadas pela corporação, por sua vez subcontratam, e "delegaram a captação de mão de obra barata"; negócio sempre é negócio, e dizem que a única corporação japonesa capaz de facilitar isso são os yakuza. A máfia, dizem, "mais endinheirada e secreta do mundo, passou a controlar o fornecimento de trabalhadores, beneficiando-se de parte dos 75 bilhões de euros que serão investidos na recuperação da área nos próximos anos". A TEPCO e o governo japonês ignoram a situação? Não sabem de nada? A vida de um trabalhador indigente vale a mesma coisa que a de um cidadão qualquer?

Não é um caso único na história recente japonesa. "O hampa controla há décadas o mercado de trabalho clandestino no Japão". As famílias yakuza tem a capacidade de mobilizar muitos trabalhadores em pouco tempo, e frequentemente se transformam na solução para empresas que empreendem grandes projetos. As redes criminais se encarregam de cobrar os salários e dão uma pequena parte para os trabalhadores". No caso de Fukushima, estes perdem até 80% do extra de periculosidade que lhes corresponde.

Os trabalhadores sem-teto somente recebem pelos dias que trabalham. Não tem seguro médico. São obrigados a pagar a sua própria comida. Não recebem treinamento. Uma vez que adoeçanm, como Kaneko, são descartados sem nenhuma compensação. O soldo de Takashi caiu pela metade depois que seus "amos mafiosos" decidiram cobrar-lhe até sua máscara de proteção. Liberdade da cidadania trabalhadora nipônica? Que liberdade?

Os indigentes são conduzidos aos reatores e a outras áreas sensíveis da usina sendo enganados. Recebiam doses de radiação superiores às permitidas, sem sequer saber que estavam em uma central nuclear. Vários deles já morreram ou adoeceram de câncer. As famílias continuam esperando uma compensação. Não será fácil consegui-la: enfrentam algumas das corporações mais influentes do Japão e do mundo. A exploração dos escravos nucleares se agravou. Obsolescência de seres humanos trabalhadores. Conforme cresciam as necessidades de Fukushima, a exploração foi aumentando. Mais de 50 mil trabalhadores já passaram pela Zona de Exclusão Nuclear. As previsões apontam para outros 11 mil anuais. Muitos trabalhadores japoneses estão desesperados. "Cartazes nas cidades próximas solicitam empregados, oferecendo "rendas adicionais" em comunidades onde, desde o tsunami, viram como o desemprego disparou". A TEPCO, apesar da situação, somente consegue cobrir dois terços de suas necessidades. Anunciou que dobrará os salários, até 140 euros por jornada, a lei da oferta e da procura, que construirá um complexo para melhorar a vida dos trabalhadores. Só rindo, trágicamente. Em todo o caso, a empresa admite que o dinheiro extra continurá indo para as empresas de subcontratação e, indiretamente, para as redes criminosas que as controlam [3]. Ordem é ordem!

As dificuldades para encontrar pessoal em um país com uma taxa de desemprego de 4% são boas notícias para os yakuza. À capacidade de recrutar milhares de trabalhadores, acrescentam o que é sabido: a intimidação criminal para evitar que abandonem seus postos. Nem sequer as doenças servem de desculpa.



Fonte: http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2014/02/exploracao-selvagem-desumana-e.html